Vidas secas (cordel*)

Produção de estudantes do CELF

Nascido em Alagoas

Alagoano de primeira

GRACILIANO RAMOS foi Jornalista

E prefeito de Palmeira

Amigo da vanguarda

Dos escritores nordestinos

Esse grande escritor

Escreve obras do destino.

II

Criou seu primeiro romance

CAETÉS em 1930

Graciliano é preso

Acusado de comunista

Ainda na prisão

A vida só tem gozado

Escreve o  romance ANGÚSTIA

E VIDAS SECAS  desesperado.

III

Graciliano Ramos inventou

Vários livros, meu senhor!

E em 1934

De SÃO BERNARDO foi autor.

MEMÓRIAS DO CÁRCERE ele  também inventou.

Foi uma história que me abalou

Inventada por Graciliano Ramos

Que foi um grande autor.

IV

Agora preste atenção

Na história que vou contar

E sobre o livro VIDAS SECAS

Você vai adorar.

Uma família castigada

Caminhando pela seca

Andava o dia inteiro

A procura de sombra e água fresca.

V

O filho mais velho

Não aguentava mais andar

O pai impaciente

Começa o filho xingar.

O nome da família

Eu não posso esquecer

Sinha Vitória e Fabiano

E  dois filhos que não sei dizer.

VI

Os animais de estimação

Eram um papagaio e a cachorra Baleia

O papagaio foi devorado

E agora só ficou Baleia.

Depois de longas caminhadas

Encontraram uma fazenda abandonada

E acabam ficando lá

Esperando uma próxima retirada.

VII

Sinha Vitória sempre sonhou

Em dormir numa cama de couro

Chega da cama de vara!

Queria apenas se deitar

Para seu sonho realizar.

Lamentava a sua desgraça

Olhava para o céu e dizia:

Ave Maria cheia de graça!

VIII

Fabiano, um vaqueiro desesperado

Não sabia o que fazer

No fundo ele achava

que aquele sonho de Sinha Vitória

Nunca iria acontecer.

Vivendo naquela seca

Fabiano e Sinha Vitória

Mantinham a mente fresca.

IX

A vida de retirantes

Era caminhar sem parar

Convivendo todos juntinhos

Até tudo  recomeçar.

O diálogo era pouco

Com a seca resolve fugir

Da fazenda que hospedaram

Não tinham como ficar ali.

X

Caminham muitas léguas

Quase sem sentir

Quando percebem o percurso

Já estavam longe dali.

Param só para comer.

Em seguida a família tem que partir.

Pois se restasse algum sonho

Tinha que da seca fugir.

XI

Na verdade a família queria

Encontrar  uma terra amiga

Para contar nova história

Onde morasse gente querida

E os  seus filhos mudassem de vida.

E estudassem numa  escola

Mas que as coisas do sertão

Nunca  saíssem da memória.

XII

A história acaba aqui

Não sei se realmente rimou

Mas se você não gostou,

Paciência, por favor.

Espero que tenha prestado atenção

No cordel que acabou de ler

Foi sobre o romance  VIDAS SECAS

Todos precisam conhecer.

Fim

  TOQUE POÉTICO**

  • Produção de estudantes do Colégio Estadual Lauro Farani Pedreira de Freitas/  3a. série do Ensino Médio/ Turma B, matutino, 2008.

 

* * Mais uma produção literária do CELF  que faz parte do acervo do  Toque Poético. Um cordel que  deixa  as marcas das pesquisas realizadas.

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